19.12.10
1.12.10
That's it
Parecem já distantes aqueles anos em que eu devorava os livros que a minha mãe herdou do seu tempo de jovem. Livros que contam relatos de vidas transformadas por Deus. Vidas transformadas porque pessoas comuns se disponibilizaram para serem instrumentos do amor de Deus ao serviço dos outros. Livros que eu lia até altas horas da madrugada num misto de temor e de lágrimas. Lágrimas que teimavam cair sem que eu compreenda porquê. Conheço bem essas lágrimas. Acompanhadas de uma torrente de emoções que me invade sempre que leio ou ouço este género de relatos. Não as sei explicar. É como se no meu íntimo eu soubesse que ali, naqueles relatos, reside o propósito da vida: sermos transformados e sermos usados para transformar outros. É como se aqueles relatos fossem a prova do poder fantástico que a graça de Deus tem ainda hoje. É como se eu soubesse que não há nada mais bonito e mais maravilhoso do que uma pessoa atingida por esta graça extraordinária. É como se eu soubesse que eu careço dessa graça mais do que de qualquer outra coisa. Mas tudo isto ficava guardado algures nos lugares inacessíveis do meu coração sem que eu o conseguisse verbalizar, até porque naquela altura eu não conhecia o conceito de 'graça'. Nem o conceito nem a graça propriamente dita.
Eu tinha acabado de sair da infância, a idade da inocência e das colecções de livros de aventuras. Começar a ler as tais relíquias da minha mãe foi, de certa forma, um choque. Não era fácil digerir todos aqueles relatos e na altura eu era demasiado tímido para partilhar as dúvidas e a perturbação que eles causavam. De qualquer forma acredito que estes livros alisaram o terreno para construir os alicerces da minha fé.
Mas essa construção não foi um processo nada linear. O Deus que eu conheci na minha adolescência estava amarrado a uma série de regras. O Jesus que eu conheci era uma figura quase éterea, um salvador distante que parecia ter pouco a dizer acerca da vida dos homens de carne e osso. Já disse isto muitas vezes: é provável que não seja justo atribuir culpa a quem quer que seja; é provável que eu tenha tido bons amigos e bons professores que me falaram no Deus de amor e na sua graça. É bastante provável que eu é que tenha sido um mau aluno. Um aluno cujo discernimento estava toldado por pensamentos contraditórios, por conflitos profundos que se avolumavam à medida que eu atravessava os anos turbulentos da adolescência, com tudo o que esses anos implicam.
Desde criança senti uma necessidade profunda de redenção para os meus erros, mas uma redenção que fosse exterior a mim próprio. Uma redenção que não dependesse de uma pessoa tão falível e tão frágil como eu. Jesus oferece essa redenção e, porque ela faz todo o sentido na minha vida, nunca me senti tentado a abandonar totalmente a fé. Mas durante a minha adolescência concebi uma imagem de Deus extremamente limitada, uma cosmovisão extremamente pobre e contraditória e uma vida que raramente correspondia à promessa de vida abundante que Jesus faz. Por isso a minha fé era constantemente abalada.
As doutrinas que aprendi pareciam-me inúteis e incompreensíveis. O "meu" cristianismo, profundamente afectado pelo legalismo, parecia-me uma prisão. Era uma espécie de "código da estrada" cinzento e tristonho. As escolhas que fiz muitas vezes não foram as melhores e isso também contribuiu para o avolumar da confusão. Ainda por cima, a minha timidez adensou-se e obrigou-me a guardar as minhas batalhas mentais para mim próprio.
Mesmo assim fui conhecendo pessoas que me ajudaram a manter a esperança. Ajudaram-me a acreditar que havia algo mais... Já na faculdade, sobretudo depois dos 20 anos, iniciei uma busca por respostas satisfatórias. Uma procura de sentido para a vida cristã que eu tinha abraçado desde criança, mas que me parecia agora muito incoerente. Lentamente essas respostas começaram a surgir. Foi um processo doloroso e angustiante. Mas acredito que foi um processo supervisionado por Deus.
Este blogue foi sempre uma tentativa de registar as batalhas que travei na minha mente dificílima de acalmar e as conclusões a que cheguei. Nunca foi uma tentativa de vos convencer de que as minhas conclusões eram acertadas. Foi antes uma tentativa de me convencer a mim próprio. Foi uma espécie de diário de bordo da viagem que fiz durante estes anos. Uma viagem penosa, como escalar uma montanha íngreme. Mas isso agora já não tem importância porque no topo da montanha a vista é deslumbrante.
Há uns dias estava a falar com um amigo e disse-lhe que passei os últimos anos a construir a minha própria teologia sistemática. Isto pode parecer presunção e eu reconheço que, em rigor, é uma afirmação imprecisa. Os meus conhecimentos de teologia continuam a ser elementares. Mas é verdade que durante estes anos abri mão de doutrinas e preconceitos e passei a apoiar a minha fé em princípios teológicos que assentam na graça e que dão muito mais sentido à minha vida. E o que é fixe é que estes princípios teológicos têm efeitos práticos, apontam para um caminho fascinante e têm pouco ou nada a ver com o "código da estrada" com o qual eu confudia o cristianismo.
Durante os últimos anos, sobretudo os últimos dois anos, fiz descobertas estonteantes. Descobri que Deus me ama. Mesmo! Descobri que a Bíblia é muito mais rica do que eu julgava. Descobri que as coisas que Jesus disse foram dirigidas a humanos de carne e osso e têm aplicação nas nossas vidas. Construí uma cosmovisão - uma forma de responder às grandes questões sobre a vida e sobre o mundo à nossa volta - muito mais rica e colorida. Reaprendi a orar, a falar com Deus, a expôr-me diante dele sem medo. E percebi também que nunca vou ter respostas para todas as perguntas. Percebi que Deus tem mistérios inescrutáveis que a minha mente limitada nunca vai conseguir resolver. E é aí que entra a fé, um elemento essencial da vida cristã.
Não posso prever o futuro e sei que continuo a ser extremamente falível. Sei que ainda há muitas montanhas por escalar. Mas sei também que não quero abrir mão do cristianismo radical que encontrei nos últimos anos. Encontrei um Jesus revolucionário, desconcertante e apaixonante que deu a volta e continua a dar a volta ao meu coração. E é assim que tem que ser. Não quero nada menos do que isto. Quero que Jesus continue a parecer-me revolucionário durante toda a minha vida. Quero sentir-me continuamente desafiado por Ele. Desafiado para questionar o mundo, para me questionar a mim próprio, para não cair no conformismo. Desafiado para fazer da minha vida uma história bonita. Durante demasiado tempo encarei a vida como uma luta dura. Hoje, depois de chegar ao topo desta montanha, encaro a vida como uma luta bonita. Não deixa de ser uma luta. Uma luta contra o meu egocentrismo e contra as minhas tendências comodistas. Mas é uma luta bonita quando travada sob a orientação e a luz de um Deus que é especialista em criar coisas bonitas!
É provável que não volte a escrever neste blogue porque me parece que este é um capítulo encerrado. Mas é possível que um destes dias volte a ter tempo para escrever algures por aí, porque o bichinho da escrita continua bem vivo.
Por agora, é tempo de arregaçar as mangas e de mergulhar de cabeça nesta luta bonita.
«My faith was torn to shreds
Heart in the balance
And You were there
Always faithful, always good
You still have me
You still have my heart»
Heart in the balance
And You were there
Always faithful, always good
You still have me
You still have my heart»
13.10.10
A multidão
Porque a salvação é pela graça através da fé, creio que entre a incontável multidão em pé diante do trono e do Cordeiro, trajando vestes brancas e trazendo folhas de palmeira nas mãos (Ap 7:9), verei uma prostituta do Kit-Kat Ranch em Carson City, Nevada, que com lágrimas nos olhos disse-me que não tinha sido capaz de encontrar outro emprego para sustentar o seu filho de dois anos e meio. Verei a mulher que fez um aborto e é assombrada pela culpa e pelo remorso, mas que fez o melhor que podia diante de alternativas cruéis; o homem de negócios assediado pelas dívidas que vendeu sua integridade numa série de transacções desesperadas; o clérigo inseguro viciado em aprovação, que nunca desafiou sua congregação do púlpito e ansiava por amor incondicional; o adolescente que foi molestado pelo próprio pai e agora vende o seu corpo nas ruas e que, antes de dormir a cada noite depois do seu último "michê", sussurra o nome do Deus desconhecido a respeito do qual ouviu falar na Escola Dominical; aquela pessoa que por décadas comeu e se lambuzou, quebrou cada lei de Deus e dos homens, chafurdou na lascívia e violentou a terra, e converteu-se no seu leito de morte.
"Mas como?", perguntamos. A voz então diz: "[Eles] lavaram as suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro".
Ali estão eles. Ali estamos nós - a multidão que queria ser fiel, que por vezes foi derrotada, maculada pela vida e vencida pelas provações, trajando as roupas ensanguentadas pelas tribulações da vida, mas, diante de tudo isso, permaneceu apegada à fé.
Meus amigos, se isso não lhes parece boa nova, vocês nunca chegaram a compreender o evangelho da graça.
"Mas como?", perguntamos. A voz então diz: "[Eles] lavaram as suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro".
Ali estão eles. Ali estamos nós - a multidão que queria ser fiel, que por vezes foi derrotada, maculada pela vida e vencida pelas provações, trajando as roupas ensanguentadas pelas tribulações da vida, mas, diante de tudo isso, permaneceu apegada à fé.
Meus amigos, se isso não lhes parece boa nova, vocês nunca chegaram a compreender o evangelho da graça.
O Evangelho Maltrapilho
Brennan Manning
Brennan Manning
A graça é o pilar da minha vida. É dela que eu dependo. É sob o fundamento da graça que eu construo o meu futuro e a minha fé. De vez em quando sinto necessidade de revisitar os arautos da graça. Os livros de Brennan Manning e Philip Yancey que me ajudaram a compreender e a mergulhar no evangelho da graça. Nos últimos dias senti essa necessidade... E quando volto a ler acerca da graça radical do Pai fico sempre surpreendido. Deus só pode ser um Deus muito fixe para amar tanto assim um maltrapilho como eu.
17.9.10
Como já notaram, não tenho escrito nada. E é provável que continue sem escrever nos próximos tempos. Agora é só matemática, gbu, matemática, ler, matemática, futebol, matemática, igreja, matemática, facebook, matemática... Percebem a ideia?
Este ano vou ter muito trabalhinho no gbu. Foi preciso chegar ao doutoramento para me envolver mesmo a sério com o gbu. Fui mesmo parvo. Mas estou muito feliz por ter esta nova oportunidade! Só que o trabalho do doutoramento aperta e com todas estas coisas sobra-me pouco tempo. Estou a aprender a dizer não às pessoas quando elas me pedem coisas que ocupam muito tempo. Custa bué. Mas o tempo não estica e há que ter prioridades. Quem me dera ser como o Marcelo Rebelo de Sousa e dormir só 4 ou 5 horas por noite...
Por falta de tempo, o blogue dificilmente será actualizado com frequência. Quando houver coisas relevantes para partilhar e tempo para escrever, aparecerão aqui coisas novas. Mas, por agora, escrever não é uma prioridade.
Na falta dos meus textos, sugiro-vos que passem pelos sites que leio habitualmente e que estão aqui listados à direita. Em particular, sugiro que leiam as excelentes crónicas que a Bianca tem escrito sobre as suas aventuras na Guiné.
Até breve (ou talvez não!) =)
Na falta dos meus textos, sugiro-vos que passem pelos sites que leio habitualmente e que estão aqui listados à direita. Em particular, sugiro que leiam as excelentes crónicas que a Bianca tem escrito sobre as suas aventuras na Guiné.
Até breve (ou talvez não!) =)
7.9.10
O lume
«E esse lume já ninguém pode nunca apagar dentro de ti»
Por estes dias é isto que ouço. E ao mesmo tempo estou a tentar perceber se é por masoquismo ou é por convicção que ando a ouvir isto repetidamente...
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David
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Mafalda Veiga
6.9.10
To be a christian in a postmodern world
Gosto tanto disto:
«How are you to adress this world with the gospel of Jesus? You cannot just hurl true doctrine at it. You will either crush people or drive them away. That is actually not a bad thing, because mission and evangelism were never actually meant to be a matter of throwing doctrine at people's heads. They work in a far more holistic way: by praxis, symbol and story as well as what we think of, in a somewhat modernist way, as "straightforward" exposition of "truth". I am reminded, too, of the power of symbolic praxis to go beyond words when I think of one of the greatest ballerinas of all time. After one of her great performances somebody had the temerity to ask her what the dance meant. Her reply was simple and speaks volumes to us as we consider mission in the postmodern world. "If I could have said it," she said, "I wouldn't have needed to dance it."
(...)«How are you to adress this world with the gospel of Jesus? You cannot just hurl true doctrine at it. You will either crush people or drive them away. That is actually not a bad thing, because mission and evangelism were never actually meant to be a matter of throwing doctrine at people's heads. They work in a far more holistic way: by praxis, symbol and story as well as what we think of, in a somewhat modernist way, as "straightforward" exposition of "truth". I am reminded, too, of the power of symbolic praxis to go beyond words when I think of one of the greatest ballerinas of all time. After one of her great performances somebody had the temerity to ask her what the dance meant. Her reply was simple and speaks volumes to us as we consider mission in the postmodern world. "If I could have said it," she said, "I wouldn't have needed to dance it."
We must therefore get used to a mission that includes living the true Christian praxis. Christian praxis consists in the love of God in Christ being poured out in us and through us. If this is truly happening, it is not damaged by the postmodern critique, the hermeneutic of suspicion. »
by N.T.Wright in The Challenge of Jesus
1.9.10
Redescobrir Jesus

"The return of YHWH to Zion, and the Temple-theology which it brings into focus, are the deepest keys and clues to gospel christology. Forget the "titles" of Jesus, at least for a moment; forget the attempts of some well-meaning Christians to make Jesus of Nazareth conscious of being the second person of the Trinity; forget the arid reductionism that some earnest liberal theologians have produced by way of reaction. Focus, instead, on a young Jewish prophet telling a story about YHWH returning to Zion as a judge and redeemer, and then embodying it by riding into the city in tears, symbolizing the Temple's destruction and celebrating the final exodus. I propose, as a matter of history, that Jesus of Nazareth was conscious of a vocation: a vocation, given him by the one he knew as "father", to enact in himself what, in Israel's scriptures, God had promised to accomplish all by himself. He would be the pillar of cloud and fire for the people of the new exodus. He would embody in himself the returning and redeeming action of the covenant God."
by N.T.Wright in The Challenge of Jesus
Ando a ler este livro e tenho que confessar que é das coisas mais pesadas que já li. Mas recompensa! É a contextualização dos evangelhos aprofundada com muito rigor, sem fugir às questões que os pensadores seculares levantam, mas também sem fugir à Bíblia. Nalguns pontos o autor toca em questões muito delicadas. Por exemplo, o excerto que transcrevi aparece num capítulo cujo objectivo é responder à pergunta: será que Jesus, o homem, tinha ou não a consciência de que era Deus? A proposta de N.T.Wright para responder a esta questão era capaz de chocar muito boa gente. Mas pelo menos está bem fundamentada, é coerente, dá uma perspectiva refrescante do evangelho e foge ao simplismo com que habitualmente tratamos estas questões nas igrejas.
Se lermos as palavras de Jesus e interpretarmos os seus actos à luz da religião judaica do 1º século, passamos a conhece-lo melhor. A contextualização não resulta em teologia barata e irrelevante (eu não gostava de teologia porque não lhe reconhecia relevância e, de facto, há muita teologia irrelevante). A contextualização resulta em teologia que nos transporta até à raiz do evangelho, até à essência da mensagem de Jesus. E há medida que vou percebendo essa mensagem, mais fascinante Jesus se torna e mais apaixonado estou por Ele!
Se lermos as palavras de Jesus e interpretarmos os seus actos à luz da religião judaica do 1º século, passamos a conhece-lo melhor. A contextualização não resulta em teologia barata e irrelevante (eu não gostava de teologia porque não lhe reconhecia relevância e, de facto, há muita teologia irrelevante). A contextualização resulta em teologia que nos transporta até à raiz do evangelho, até à essência da mensagem de Jesus. E há medida que vou percebendo essa mensagem, mais fascinante Jesus se torna e mais apaixonado estou por Ele!
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David
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25.8.10
The Room of Grace
«Resolving sin is only the starting point of life in The Room of Grace. God's final objective for us is not resolving sin or "getting well". God's ultimate goal is maturing us into who he says we are, and then releasing us into the dreams he designed for us before the world began. That's where all of this is going. That's what has awakened your hope When we swim in the ocean of God's grace, we can't help but respond with playful abandon. We will grin, laugh, and splash around. We will burst into song at inappropriate times, dance, play, serve, fall on our knees in worship, give our lives away, and embrace each other. We'll sin less. We'll love more. We are free. And, we'll naturally think about others. We'll sacrifice to reach to the lonely, the lost, the helpless, the forgotten. Everything, everything seems fresh, vibrant - alive. We find ourselves pausing in the middle of a busy day, shaking our heads and whispering, "Go figure... me.".»
Excerto de um livro chamado Truefaced, de Bill Thrall, Bruce McNicol e John Lynch.
É uma Apologia da Graça. Tão radical que até custa acreditar e, às vezes, até parece perigoso aceitá-la.
Não sei se vivo in The Room of Grace, nem sei se alguma vez lá estive... Desconfio que pelo menos já andei lá a espreitar à porta. É atraente não é? Viver sem que tenhamos que esconder a nossa verdadeira cara, livres das nossas máscaras, sem medo de expor os nossos defeitos e as nossas necessidades... E, ao mesmo tempo, sermos suportados por um ambiente de Graça que nos permite dar a Deus e aos outros o tempo e espaço necessários para eles nos ajudarem a sarar as nossas feridas e as nossas lutas contra o pecado. E, a julgar pelo que os autores do livro dizem, o processo não fica por aí. O objectivo final é o amadurecimento que nos leva a uma vida fascinante. A vida abundante da qual Jesus falou...
Não era fixe se cada igreja fosse um Room of Grace?
They may say I'm a dreamer, but I'm not the only one.
É uma Apologia da Graça. Tão radical que até custa acreditar e, às vezes, até parece perigoso aceitá-la.
Não sei se vivo in The Room of Grace, nem sei se alguma vez lá estive... Desconfio que pelo menos já andei lá a espreitar à porta. É atraente não é? Viver sem que tenhamos que esconder a nossa verdadeira cara, livres das nossas máscaras, sem medo de expor os nossos defeitos e as nossas necessidades... E, ao mesmo tempo, sermos suportados por um ambiente de Graça que nos permite dar a Deus e aos outros o tempo e espaço necessários para eles nos ajudarem a sarar as nossas feridas e as nossas lutas contra o pecado. E, a julgar pelo que os autores do livro dizem, o processo não fica por aí. O objectivo final é o amadurecimento que nos leva a uma vida fascinante. A vida abundante da qual Jesus falou...
Não era fixe se cada igreja fosse um Room of Grace?
They may say I'm a dreamer, but I'm not the only one.
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24.8.10
Insónia
É demasiada confusão acumulada numa cabeça que gira a mil à hora à procura de respostas, mas o melhor que consegue é somar dúvidas, perguntas, dilemas, encruzilhadas...
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23.8.10
Holydays reflections #3 Party
"Queremos tambores e guitarras
Voando nas ruas
Com a alegria da vida
Que não devia ter fim"
Joaquim de Almeida (poema completo aqui, letra de uma bonita música do Luís Represas - versão com fraca qualidade aqui)
Voando nas ruas
Com a alegria da vida
Que não devia ter fim"
Joaquim de Almeida (poema completo aqui, letra de uma bonita música do Luís Represas - versão com fraca qualidade aqui)
It was 1 a.m. and we had just enjoyed ice creams and waffles at a very nice ice cream shop in the center of Armação de Pêra. We were walking through its central avenue when we noticed how remarkably beautiful was the effect that the moonlight created on the sea. We couldn't resist to walk towards the sea, take off our shoes and step into the seaside. We imagined how it would be if the reflection of the moonlight in the sea were a path leading to another world... At this point I recalled that movie called Truman Show, one of the weirdest movies I have seen. Funny and full of philosophical meaning. Many of us live trapped in some kind of Truman Show. At least temporarily or in some areas of our lives. May we find a way out of it! May we find the courage to travel to the horizon, to the unknown world...
There was a fancy bar at the beach, near the place where we were standing. We could listen to the music that came from that bar. So we started dancing. I don't know how to dance. But I danced that night. We were just jumping around, moving our bodies and laughing like crazy. Letting ourselves be invaded by this wild joy that we are often unable to feel in our daily lives.
I think that human life was designed to be a party. If this world were perfect, if we were perfect, then we should rejoice through life just like happy children with no worries or fears. However, our broken nature originates pain and chaos in our lifes and we are fools and negligents if we continually ignore it. So life can still be a party, but it's a different kind of party. A party where we will drink from the cup of sadness and pain but we may also drink from the source of grace and hope. Sometimes with tears in our eyes and other times with a smile in our face...
And, as we live this strange party, there is, perhaps, a growing longing for another kind of party. The kind of party for which we were designed, the kind of party that is described in the final part of the book of Revelation.
«And I heard a loud voice from the throne saying, "Now the dwelling of God is with men, and he will live with them. They will be his people, and God himself will be with them and be their God. He will wipe every tear from their eyes. There will be no more death or mourning or crying or pain, for the old order of things has passed away."» Revelation 21:3-4
The deep desire that we feel for something better, for another kind of world and another kind of life is, perhaps, just this loud voice echoing in our souls... And although we can't celebrate all the time we should allow ourselves some moments of wild joy and crazy celebration.
Perhaps the joy that four young friends experience as they dance and laugh at the seaside under a magnificent moonlight at 1 a.m. is just a glimpse of the Perfect Celebration that we shall attend someday.
Perhaps the joy that four young friends experience as they dance and laugh at the seaside under a magnificent moonlight at 1 a.m. is just a glimpse of the Perfect Celebration that we shall attend someday.
P.S. I don't know why I am writing this reflections in english. Perhaps its because they are based on my holidays thoughts and I spent those holidays in Algarve, a land whose natives speak mostly english :P
22.8.10
Holidays reflections #2 Truth
Now I realize that there are a lot of things that people taught me while I was growing up that aren't true. And that makes me question every little bit of the teachings I was given. Sometimes I even wonder if there is any truth at all in those teachings. And the famous Pilate's question soars in my mind: "What is truth?". Let's be honest about this: there is a lot of stuff that people consider to be the truth or part of the truth that are relative. We must be careful when we generalize propositions about life, about God, about people. If we don't understand that human truths are often boxed in our cultural heritages and social contexts, we will never enjoy the gift of diversity, we will continue to create wars on subjects that don't deserve so much attention... and we will continue to lose what should be our focus as christians.
From the above paragraph one can conclude that I am quite open-minded when it comes to assuming some post-modern relativist ideas. Even so, the question remains: is there any absolute truth? Can we find an absolute basis for our moral values and our ethic choices? I do believe that there is an absolute truth. However, I don't think that truth can ever be perfectly expressed through some kind of dogmatic propositions. Instead, the Truth is expressed by a man - not a common man, but the human expression of God: Jesus Christ. And how can Jesus help us to distinguish between the real truth that we need for living in integrity and the lies and misunderstandings we are told by influential people and influential media? This is something that comes through a relationship with Him, a relationship that must be lived both as individuals and as a community, a relationship that requires faith, that is based on love and hope and whose goal is the transformation of character to become more like Him.
Therefore, as a christian my main focus should be to know Jesus Christ, rather than score points on debates such as evolution vs creationism, protestants vs catholics, liberals vs conservatives and so on...
What I really need is to know the Truth! I recognize that my made up human-truths are not enough (perhaps are not even true) and that I need to drink from the source of Perfect Truth.
And I am so thirsty... I need You desperately!
From the above paragraph one can conclude that I am quite open-minded when it comes to assuming some post-modern relativist ideas. Even so, the question remains: is there any absolute truth? Can we find an absolute basis for our moral values and our ethic choices? I do believe that there is an absolute truth. However, I don't think that truth can ever be perfectly expressed through some kind of dogmatic propositions. Instead, the Truth is expressed by a man - not a common man, but the human expression of God: Jesus Christ. And how can Jesus help us to distinguish between the real truth that we need for living in integrity and the lies and misunderstandings we are told by influential people and influential media? This is something that comes through a relationship with Him, a relationship that must be lived both as individuals and as a community, a relationship that requires faith, that is based on love and hope and whose goal is the transformation of character to become more like Him.
Therefore, as a christian my main focus should be to know Jesus Christ, rather than score points on debates such as evolution vs creationism, protestants vs catholics, liberals vs conservatives and so on...
What I really need is to know the Truth! I recognize that my made up human-truths are not enough (perhaps are not even true) and that I need to drink from the source of Perfect Truth.
And I am so thirsty... I need You desperately!
"Then you will know the truth, and the truth will set you free." John 8:32
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Verdade
20.8.10
Holidays reflections #1 Love and pain
Everybody wants to love and to be loved.
Everybody wants to avoid pain like the plague.
What we don't realize is that, in practice, love and pain are often one and the same thing.
And Jesus is the best example!
Everybody wants to avoid pain like the plague.
What we don't realize is that, in practice, love and pain are often one and the same thing.
And Jesus is the best example!
30.7.10
Frustração
Já disse que gosto muito dos livros do Donald Miller e do Shane Claiborne. E também já devo ter falado por aqui dos livros do Tony Campolo e do Brennan Manning. Pois bem, anda um gajo no youtube na sua vida e depara-se de vez em quando com vídeos nos quais pessoas que se dizem cristãs acusam estes escritores de serem hereges, de não serem realmente cristãos, de porem em causa uma ou outra doutrina da Bíblia e por aí fora...
Até encontrei um vídeo que satiriza a igreja emergente e o autor deve achar que tem muita piada, mas a mim só me dá vontade de chorar...
http://www.youtube.com/watch?v=wD1voJYenQE
O que é que um gajo há-de pensar disto? A mim dá-me ideia que se estas pessoas conhecessem o próprio Jesus também o iam acusar de não ser um verdadeiro cristão...
Isto é tão triste e torna as coisas tão confusas...
Isto desanima tanto...
Até encontrei um vídeo que satiriza a igreja emergente e o autor deve achar que tem muita piada, mas a mim só me dá vontade de chorar...
http://www.youtube.com/watch?v=wD1voJYenQE
O que é que um gajo há-de pensar disto? A mim dá-me ideia que se estas pessoas conhecessem o próprio Jesus também o iam acusar de não ser um verdadeiro cristão...
Isto é tão triste e torna as coisas tão confusas...
Isto desanima tanto...
28.7.10
People of God
we could have tongues of angels
we could move mountains with our faith
we could give everything away
but if we don't have love
we're left with nothing
we could see blind eyes opened
know all the mysteries of our faith
we could sing all the highest praise
but if we don't have love
we're left with nothing
people of God rise up
rise up and shine God's love
we are the light of the world
of the world oh
we are the light of the world
of the world oh
love is the what holds it all together
love never fails, it never dies
there is no deeper truth
we know that God is love, our God is love
tear down the walls that divide us
let love rebuild and unite us
all we need is
all we need is love
People of God, by Gungor
como uma espécie de prolongamento do último texto
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David
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27.7.10
He roots for everyone
Esta letra dá que pensar. Reflecte uma postura agnóstica, algo que também dá para notar noutras músicas da Nerina Pallot (ainda que esta letra não seja sua). Essa tendência para o agnosticismo é particularmente evidente nas linhas:
"Cause I don't know if you exist
Or if I even care."
Mesmo assim ela canta uma canção dirigida a um Deus que ela não sabe se existe... mas que gostava que existisse:
"But when I lay me down
I'd like somebody there"
Julgo que esta letra expressa o desencanto de muita gente em relação à religião. Uma religião definida pelas regras e por uma espiritualidade redutora que muitas vezes é demasiado centrada no invisível, numa guerra de doutrinas, sem interferência nas coisas práticas da vida e sem relevância para o mundo caótico em que vivemos.
"Not that sentimental fairytale
To keep us in our place"
E os cristãos têm muita culpa pelo estado actual das coisas. Quando estava a chegar o momento em que Jesus seria traído e entregue aos romanos para ser crucificado, Ele teve a preocupação de deixar aos seus discípulos algumas instruções finais e, nessas instruções, Ele reforçou muito uma coisa: o amor entre os discípulos! "Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros." (João 13:34 e 35)
Nunca estudei a hermenêutica dos evangelhos, mas talvez não seja preciso um estudo aprofundado para concluir que aquilo que Jesus diz aqui é que as pessoas à nossa volta vão conhecer o amor de Jesus através do amor dos cristãos uns pelos outros. A Igreja deve ser uma comunidade onde a graça, o amor e a união se tornem visíveis e de tal forma atraentes que as pessoas à volta não possam resistir a juntar-se a nós.
Mas será que temos vivido esta instrução de Jesus? Ou será que a Nerina tem razão quando canta
"All your people do these days
Is argue, fuss and fight
And they fuss some more
And wipe the blood and say
'At least we know we're right'"
Não temos nós demasiadas vezes semeado conflitos em vez de semear graça? Não estamos nós mais preocupados em afirmar as nossas certezas em vez de vivermos como Jesus nos ensinou? É para reflectir... Que possamos arregaçar as mangas para trabalhar unidos, em vez de usar os dedos para apontarmos os supostos erros dos outros...
Gosto muito do final da canção que reflecte o desejo de que Deus se importe com toda a gente... Ele não é posse de um grupo de iluminados ou de um grupo de sortudos. A relação com Deus não está vedada a ninguém, não há proscritos, nem há pessoas que merecem mais do que outras. Ele deseja que TODOS se aproximem dele e experimentem a graça e o amor que Ele tem para oferecer. E é responsabilidade da Igreja viver e mostrar esse amor incondicional!
"Do you keep your blessings for the rich
The pyres and the guns
Or if you're half the man I hope
You root for everyone
You root for everyone"
Yes, He roots for everyone!
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David
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O amor
23.7.10
22.7.10
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"Repent, for the kingdom of heaven is at hand"
by Jesus Christ
The Greek term for repentance, metanoia, denotes a change of mind, a reorientation, a fundamental transformation of outlook, of an individual's vision of the world and of her/himself, and a new way of loving others and the Universe.
Agora a questão que nos devia ocupar a todos, e que não é nada consensual entre os pensadores cristãos, é esta: o que significa "the kingdom of heaven is at hand"?
Segundo a wikipedia:
The Greek term for repentance, metanoia, denotes a change of mind, a reorientation, a fundamental transformation of outlook, of an individual's vision of the world and of her/himself, and a new way of loving others and the Universe.
Agora a questão que nos devia ocupar a todos, e que não é nada consensual entre os pensadores cristãos, é esta: o que significa "the kingdom of heaven is at hand"?
14.7.10
Gungor
Os Gungor, uma banda cristã para ter debaixo de olho.
Esta canção é genial. O arranjo musical é qualquer coisa... e a letra é um poema acerca da especialidade de Deus: fazer coisas bonitas a partir do pó, a partir de nós...
E aqui fica mais uma. Uma música cuja mensagem é uma verdade simples transmitida de uma forma satírica. Uma verdade bué básica - God loves everyone - mas que esquecemos constantemente.
Esta canção é genial. O arranjo musical é qualquer coisa... e a letra é um poema acerca da especialidade de Deus: fazer coisas bonitas a partir do pó, a partir de nós...
E aqui fica mais uma. Uma música cuja mensagem é uma verdade simples transmitida de uma forma satírica. Uma verdade bué básica - God loves everyone - mas que esquecemos constantemente.
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David
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gungor
7.7.10
O fraco (poema revisitado)

O FRACO
Impotente para travar
o destino
que ele próprio vai desenhando,
continua a esfaquear
os preciosos sonhos.
Continua a insistir
nas derrotas auto-infligidas.
O som dos grãos de areia
que deslizam
na ampulheta da vida
torna-se sufocante.
Com raiva,
ele diz todos os dias que
«Amanhã!»
Mas... é «hoje»!
O segredo é conjugar a vida
no presente!
o destino
que ele próprio vai desenhando,
continua a esfaquear
os preciosos sonhos.
Continua a insistir
nas derrotas auto-infligidas.
O som dos grãos de areia
que deslizam
na ampulheta da vida
torna-se sufocante.
Com raiva,
ele diz todos os dias que
«Amanhã!»
Mas... é «hoje»!
O segredo é conjugar a vida
no presente!
D.R.
Uma vez escrevi isto e desde então tenho muitas vezes a sensação de que este poema (se é que se pode chamar poema) é autobiográfico. Porque desconfio que a cobardia é um dos meus maiores vícios. Fugir dos conflitos nos quais tenho o dever de me envolver traz-me muitos dissabores. E este hábito tão enraizado em mim põe até em causa a minha integridade. Corro o risco de atropelar os princípios éticos pelos quais tento reger a minha vida. (Aliás, consigo olhar para trás e perceber que já os atropelei em algumas ocasiões, de formas que hoje me entristecem.)
Como remate deste post e complemento do post anterior, o que posso dizer, pela minha experiência, é que o mundo é uma confusão do caraças e eu sou uma pessoa fraca cuja tendência é fazer parte do problema e não da solução. Citando o Don Miller: "I am the problem". Felizmente tenho um Pai que é dono de toda a Força e o meu propósito, como cristão, é que a cada dia que passa eu seja mais parte da solução e menos parte do problema por intermédio da relação com o Pai. Não é um processo imediato nem linear e às vezes dou por mim a recuar violentamente, em vez de avançar destemido e com coragem. Mas com mais ou menos recuos, este é "o" processo.
Como remate deste post e complemento do post anterior, o que posso dizer, pela minha experiência, é que o mundo é uma confusão do caraças e eu sou uma pessoa fraca cuja tendência é fazer parte do problema e não da solução. Citando o Don Miller: "I am the problem". Felizmente tenho um Pai que é dono de toda a Força e o meu propósito, como cristão, é que a cada dia que passa eu seja mais parte da solução e menos parte do problema por intermédio da relação com o Pai. Não é um processo imediato nem linear e às vezes dou por mim a recuar violentamente, em vez de avançar destemido e com coragem. Mas com mais ou menos recuos, este é "o" processo.
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David
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5:02 da tarde
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Veia do Poeta
5.7.10
Uma espécie de Modus Tollens*
A vida é bonita.
Mas o mundo está feio e caótico.
Logo, a vida neste mundo é uma confusão... às vezes é uma confusão deliciosa, outras vezes é uma confusão horrorosa.
"Now I lay me down before I go to sleep.
In a troubled world, I pray the Lord to keep, keep hatred from the mighty,
And the mighty from the small,
Heaven help us all."
*Modus Tollens: uma das formas básicas de argumentação lógica.
Mas o mundo está feio e caótico.
Logo, a vida neste mundo é uma confusão... às vezes é uma confusão deliciosa, outras vezes é uma confusão horrorosa.
"Now I lay me down before I go to sleep.
In a troubled world, I pray the Lord to keep, keep hatred from the mighty,
And the mighty from the small,
Heaven help us all."
*Modus Tollens: uma das formas básicas de argumentação lógica.
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David
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11:59 da tarde
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